quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Neto do “Vacaria” Seu João Lori da Costa Caixa de entrada Aran Costa 00:03 (há 9 horas) para mim Caro Dr. Scalco Assim,"Dr. Scalco", Me chamo Aran Santos da Costa, sou neto de então seu antigo colega João Lori da Costa, ou “Vacaria” Escrevo hoje essa carta pra lhe atualizar sobre um comentário que meu pai, Lindonês Maciel da Costa, ha 13 anos atrás realizou em seu Blog. Meu avô e meus três tios-avôs vacarianos e ferroviários se referiam, sempre com respeito, à sua pessoa. Meu avô e três tios-avôs entraram na RFFSA em Vacaria, em 1969, logo após a entrega do Tronco Sul pelo Batalhão Ferroviário. Aliás, meu bisavô materno serviu no Batalhão na construção da linha. Meu avô: João Lori da Costa, ou o “Vacaria”, como era conhecido pelos ferroviários. Minha família morou em Vacaria, Cruz Alta e Passo Fundo, onde meu avô se aposentou como supervisor de manobras. Tio-avô 1: Vilson Alves da Costa: aposentou-se como motorista do “AL 12”, Rural de linha em Vacaria, que com certeza lhe conduziu algumas vezes. Inclusive, ele e um dos engenheiros da RFFSA estavam sobre o aterro no Rio Santana quando o mesmo veio abaixo no início da década de 80. Escaparam por pouco. O senhor lembra deste evento? O Tronco Sul ficou fechado por alguns meses… Tio-avô 2: Lauro Alves da Costa: foi Feitor em Sargento Queiroz e Mestre de Linha em Capitão Ritter (último loteamento ferroviário construído antes da ALL). Trabalhou em todos estes acidentes que o senhor relata no trecho de Escurinho a Vacaria: incêndio no túnel (o Dr. tem fotos), colisão em 81 na estação de Capitão Ritter (tragédia…), colisão no túnel 40 em meados dos anos 80 etc. Era o tio preferido do meu pai, não cheguei a conhecê-lo. Tio-avô 3: Bernardino Vieira, ou “Vieira”: aposentou-se como agente em Sargento Queiroz, onde morou por 15 anos. Meu pai passou muitas de suas férias escolares lá, nadando e pescando no Pelotinhas. Também contava que iam do Ritter ao Queiroz de vagoneta “por gravidade”… Quanto a mim, tenho 20 anos, trabalho com comunicação e sou estudante do curso de Ciência da Computação na UPF, sou neto de João Lori da Costa e filho de Lindonês Maciel da Costa o engenheiro que lhe escreveu aquela mensagem em 2011. Infelizmente, o destino foi um pouco cruel com eles. Meu avô desenvolveu o mal de alzheimer aos 69 anos, em 2025, dia 8 de fevereiro, veio a falecer, aos 75, ele ja não lembrava nem como mastigar. Meu tio avô Wilson, ainda é vivo, mas se encontra na mesma situação que meu avô se encontrou, também com Mal de Alzheimer, acamado. Meu tio Bernardino é o único que está bem, mas, veio a perder minha tia avó Isaura, em 2020, vítima da COVID 19, foi sua companheira por 60 anos. Mas saindo um pouco do drama, meu pai hoje é um executo Sênior da maior empresa de Biodiesil do Brasil, estamos em Passo Fundo, está casado com minha mãe, no qual está junto a 37 anos, eles só tiveram um filho, no caso, eu mesmo. Escrevo pra agradecer por ter mantido a memória dos ferroviários, graças ao teu Blog, consegui descobrir muitas coisas que não sabia sobre os mesmos, e nem tive a oportunidade de perguntar ao meu avô, que tanto falava do senhor, apenas hoje, mais velho, entendo a importância que você teve na vida dele. Queria ainda te pedir um favor, se não for incômodo, de que se tiver fotos daquela época, me encaminhe, gostaria de mostrá-las ao meu pai. Um grande abraço! Aran Santos da Costa

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

FOTOS DO FERROVIARISTA HISTORIADOR ALEXANDRE CORÁ

Elias Scalco Afine o olho e veja no horizonte aquele ponto. Ali inicia a descida da Serra Gaúcha, com aproximadamente 150 Km. Pois foi neste ponto que eu com meu motorista Adão Clóvis Agostinho dos Santos, no auto de linha num sábado após dar passagem aos trens, la nas barreiras próximas a estação de Cel Salgado (Uma enchente semelhante a deste ano). Entramos com calma no recinto até a estação, quando vimos o arco aberto para nós. e eu apanhei com meu braço, jogando o arco de vime na gare. Quando estávamos na saída do recinto eu lendo a licença vi que a hora de aprovação de tráfego foi as 16 horas. Então eu falei para o Clóvis; Cara esta licença foi tirada as quatro hora e agora são quase 18, que que você acha? A resposta foi imediata;- O senhor é quem sabe... Já estávamos fora do recinto e eu gritei; VOLTA!!! o rangir de freios e iniciamos a ré. quando no horizonte norte apareceu uma luz forte, e logo a seguir um ruído de freio dinâmico... ACELERA!!! FOI A ORDEM QUE EU DEI. Estávamos próximos a estação e eu não me contive e saltei na gare e invadi a estação e o cara que deveria estar de boné me esperando com o arco na mão estava debruçado sobre a mesa de trabalho dormindo no meio de vomito fedorento de bebida alcóolica. Eu nunca tinha estado num frenesi igual e pela camisa levantei o cara e bati com ele na parede e a dentadura dele saltou e eu vi quebrando no chão. Me senti um monstro. Larguei o cara e ele foi direto ao chão sem nem mesmo acordar. Ao telefone liguei para Vacaria e o agente de lá aos gritos me dizendo que eu anulasse a licença pois ele a tinha caçado tendo em vista o tempo que eu estaria ocupando o trecho. Acalmei o Carlinhos e disse que o trem estava parado fora da chave e que eu iria fazer a manobra. Ele disse estar de joelhos orando para os céus por eu estar vivo. Fui a Porto Alegre na segunda feira e o que me foi dado de autorização superior, foi construir o PT São João para encurtar o trecho que era de Feitor Fa[e a Silva Vargas. Nunca mais vi o Nonermi, embora ele tentasse se desculpara com mensagens.

sexta-feira, 19 de julho de 2024